O doce vício da Advocacia

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O doce vício da Advocacia

Data: 18/08/2020 Autor: Luiz Fernando Maia


Anualmente, cerca de 260 mil pessoas ingressam nas faculdades de Direito do país, que buscam uma segunda graduação ou um sonho profissional de atuarem nas várias opções da área jurídica que a graduação em direito possibilita, quer como delegados, juízes, promotores, procuradores e advogados. Fato é que mesmo tendo em comum a mesma faculdade, militar em uma das áreas do direito exemplificadas implica em vocações diferentes. Qual seria a vocação do advogado? A vocação que menciono aqui distingue-se dos jargões dos testes de vocação profissional, onde os indicadores para seguir a profissão seriam: a boa oratória, hábito de leitura, boa escrita, argumentação e inteligência emocional.

Embora importantes tais qualidades, entendo que a vocação está em esperar em cada dia um desafio novo à profissão, crescendo e fortalecendo-se em cada superação, em ter a advocacia como uma escultura iniciada e inacabada, que a cada dia poderá ser moldada segundo a nova realidade social, econômica, tecnológica, moral. Ter visão do futuro de que não são finitos os mecanismos próprios para solucionar as disputas, acabando com a ideia de que tudo precisa ser resolvido nos tribunais. Ser um instrumento de evitar-se conflito e em existindo, buscar resolvê-lo da forma mais justa e menos custosa a seu cliente. O amor à causa não pode aflorar-se em uma paixão descontrolada que leve ao ódio ou desrespeito de seu oponente.

Acima de tudo, ter-se a plena consciência que o imutável na advocacia é a ética profissional. Nunca se achar pior ou melhor, mas sim diferente, pois cada advogado tem uma história, uma missão consigo e com a sociedade. Este é o doce vício de advogar.

Via @JCNET.com.br